A nova fiscalização da NR-1 em maio de 2026: o papel do RH nos riscos psicossociais

O que significa falar de riscos psicossociais na prática do RH

Riscos psicossociais não são um tema “abstrato” ou só clínico. Eles aparecem quando a forma de trabalhar adoece o ambiente: excesso de pressão sem suporte, conflitos recorrentes, assédio, insegurança psicológica, falta de clareza, jornadas imprevisíveis e comunicação falha. Na prática, o RH começa a ver sinais como aumento de afastamentos, queda de performance, rotatividade, reclamações sobre liderança e um clima de desconfiança. Tratar riscos psicossociais é tratar o sistema: como as metas são definidas, como o trabalho é organizado, como as pessoas são lideradas e como os problemas são endereçados.

Por que maio de 2026 muda o nível de atenção para o tema

Com a fiscalização mais presente, o tema sai do campo do “seria bom cuidar” e entra no campo do “precisamos ter evidências de gestão”. Isso não significa burocratizar o cuidado, mas organizar processos. O RH passa a ter um papel ainda mais central: estruturar rotinas de acompanhamento, orientar lideranças e garantir que exista registro do que a empresa faz para prevenir e corrigir riscos. Em outras palavras, não basta intenção. É preciso consistência.

Onde o RH realmente atua para reduzir risco (sem virar bombeiro)

O RH tem três frentes fortes. A primeira é prevenção por desenho: ajudar a empresa a criar clareza de papéis, metas alcançáveis, prioridades e comunicação que reduza ambiguidade. A segunda é capacitação: preparar líderes para feedback, conversas delicadas, reconhecimento, gestão de conflitos e encaminhamento adequado. A terceira é monitoramento: medir clima, engajamento e sinais de sobrecarga com cadência, antes do problema virar crise. Isso tira o RH do modo reativo e coloca a área como guardiã da experiência do colaborador, com impacto direto na sustentabilidade do negócio.

Comunicação interna e liderança: dois aceleradores (para o bem e para o mal)

Muitos riscos psicossociais pioram quando a comunicação interna é confusa e quando a liderança é ausente ou agressiva. A ausência cria vácuo; o vácuo cria boatos; os boatos criam ansiedade. Já o excesso de cobrança sem direção cria um ambiente de medo. RH pode atuar com padrões simples: cadência de comunicados importantes, canal oficial para orientações e políticas, espaço estruturado para perguntas e respostas, e alinhamentos regulares com líderes. Quando a empresa comunica com clareza e lidera com presença, o clima muda. E quando o clima muda, a performance melhora sem queimar as pessoas.

Como criar evidências de cuidado sem transformar pessoas em planilhas

O objetivo não é “medir por medir”. É demonstrar que a empresa acompanha, identifica riscos e age. Isso pode ser feito com rotinas leves: pesquisas de pulso, registros de ações de comunicação interna, trilhas de orientação para liderança, acompanhamento de indicadores de clima, e planos de ação com responsáveis e prazos. O segredo está na simplicidade e na frequência: pequenas medições contínuas são mais úteis do que uma grande pesquisa anual que ninguém acompanha. Evidência de cuidado é repetição de boas práticas.

Como tecnologia ajuda o RH a ganhar consistência e visibilidade

Quando as informações e os rituais ficam espalhados, o RH perde tempo, perde histórico e perde alcance. A tecnologia entra como meio para organizar: centralizar comunicados, facilitar o acesso do time às orientações, apoiar rotinas de liderança e dar visibilidade do que está acontecendo. Isso reduz improviso, evita retrabalho e ajuda a empresa a atuar cedo. A Toolk apoia esse caminho ao simplificar a gestão de pessoas, conectando comunicação, cultura e acompanhamento para que o RH consiga cuidar do time com mais clareza e consistência.

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